A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 15/09/2021
A Uber trouxe um novo modelo de serviço, no qual qualquer pessoa pode se tornar um motorista do aplicativo, e recebe por corrida feita. Esse sistema produziu o fenômeno denominado “uberização”, que consiste na adoção desse modelo de aplicativo para outros serviços, isso gera precarização do trabalho, visto que esse tipo de trabalhador não é regulamentado e recebe pouco pelo serviço prestado.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o como esse tipo de trabalho não é regulamentado por lei, o estado não reconhece como um trabalho formal. Isso é visto na categorização do Uber como trabalho informal, ou seja, não possui carteira assinada. Com isso, esses trabalhadores apesar de não pagarem certos impostos, eles também não possuem proteção das leis trabalhistas.
Além disso, é importante destacar que esses empregados recebem muito pouco em comparação a trabalhadores formais semelhantes. Um exemplo disso é a disparidade do valor do quilometro do taxista comum para um motorista de aplicativo. Isso mostra que o os empregos estão indo de encontro com a mais valia de Marx, na qual os funcionários geram muito mais lucro do que lhe é pago.
Por fim, fica claro processo de “uberização” precariza certos trabalhos reduzindo seu salário e desprotegendo o empregado. Então cabe ao congresso, aquele responsável por articular e aprovar alterações e criação de leis, proteger esses trabalhadores, por meio da regulamentação desses aplicativos, para assim tornar esses trabalhos mais justos e seguros para o funcionário.