A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 15/09/2021

A “uberização” do trabalho é uma clara característica do dinamismo que vivemos. De maneira análoga a isso, a revolução do trabalho na era da tecnologia pode trazer mobilidade assim como precariedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta dos direitos trabalhistas nesse novo setor e a precarização com longas jornadas de trabalho.

Primeiramente, é indubitável que as oportunidades de trabalho trazidas por essas novas redes são essenciais nessa época de pandemia. Desse modo, trabalhadores informais como entragadores de aplicativos saem as ruas mesmo com todos os riscos, mas sem direitos. Como o caso de Diógenes, exposto na matéria do jornal Brasil de Fato, que ficou 10 dias parado devido a um acidente e não recebeu nenhum tipo de aporte. Por conseguinte, a falta de direitos e seguro prejudica esses trabalhadores.

Outrossim, é notorio que a inexistência de fiscalização viria a prejudicar os trabalhadores de aplicativo. Dessa forma, longas jornadas de trabalho como de 8 a 12 horas diárias, são comuns. Já que esses funcionários sem carteira recebem pouco e casa haja a necessidade de suspender o trabalho não recebem seguro ou nenhum INSS. Sendo assim, a falta de registro ocasiona um cenário de insalubridade para esses trabalhadores.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a amenizar a precariedade do trabalho por redes de aplicativo. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, buscar regulamentar, fiscalizar e implementar direitos trabalhistas ao trabalhadores informais, por meio de novas leis que incluam esses funcionários sem cateira, a fim de que os trabalhadores tenham uma condição melhor e mais segura de trabalho. Somente asssim, a nova revolução do trabalho com a tecnologia será benéfica para todos da sociedade.