A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/09/2021
A Revolução Técnico-Científica-Informacional, iniciada no século XX, possibilitou transformações tecnológicas que inovaram as relações sociais. Nesse sentido, no cenário atual, a “uberização” do trabalho ilustra uma mudança gerada pelo avanço tecnológico, porém alguns empecilhos são presentes no cotidiano dos trabalhadores, seja pela precarização das condições trabalhistas, seja pelo anseio lucrativo das empresas.
Em primeira análise, cabe pontuar a precarização das condições trabalhistas. Nesse sentido, a Constituição de 1988 assegura que todo cidadão possui direito a condições justas e favoráveis de trabalho. Contudo, no que concerne aos trabalhadores de aplicativos, observa-se que os direitos não têm sido aplicados com ênfase, dado que esses indivíduos não possuem uma jornada de trabalho estável e um salário fixo, impedindo que a cidadania seja gozada por todos. Dessa forma, é essencial uma maior fiscalização nas situações trabalhistas para impugnar o impasse.
Outrossim, é válido analisar o anseio lucrativo das empresas em detrimento do bem-estar dos trabalhadores. Nesse viés, segundo o filósofo Karl Marx, a constante precariedade do trabalho é inerente ao capitalismo, visto que a prioridade é o ganho lucrativo. Sob esse raciocínio, nota-se que o pensamento de Marx pode ser visto nas exaustivas horas de trabalho dos funcionários e na ausência de um contrato firmado com a empresa, a qual reduz seus gastos e aumenta o lucro. Desse modo, é fundamental que haja uma conciliciação entre o lucro e a satisfação dos empregados.
Portanto, ações são essenciais para reverter o quadro atual. Sendo assim, urge que o Ministério do Trabalho relate a necessidade de uma maior atuação governamental contra os empecilhos da “ubernização”, por intermédio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar a importância de fiscalizações para o cumprimento das leis trabalhistas e de acordos empresariais que possibilitem o bem-estar dos funcionários. Assim, espera-se que as mudanças da Revolução Informacional sejam benéficas para a sociedade.