A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 14/09/2021
Durante a “Era Vargas”, período em que Getúlio Vargas governava o Brasil, em seu plano de governo foi introduzido como pauta principal as leis trabalhistas, as quais garantiram direitos ao proletariado que melhoraram a qualidade de vida. No entanto, devido ao aumento do desemprego e a negligência estatal, cada vez mais cresce o número de motoristas de aplicativos, nas quais, não possuem carteira assinada, em suma, não possuem garantia de assistênciaao trabalho. Nesse viés, o empecilho é inconcebível e merece um olhar crítico.
Imprescindível frisar, a princípio da importância da inatividade do ofício no impasse. Nesse cenário, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desocupação ficou entre 14,1% da população brasileira, atingindo cerca de 14 milhõesde indivíduos. Consoante ao exposto, o aumento da problemática gera atribulação na população de classe média-baixa, e para não se submeter a desnutrição, dispensa suas regalias, vivendo assim, a precarização do labor. Logo, faz-se necessário uma mudança nesse sistema de opressão à classe trabalhadora.
Outrossim, vale salientar a negligência estatal no óbice. Nessa perspectiva, segundo a Contituição federal de 1988, toda pessoa tem direito ao trabalho, condições favoráveis de emprego e à proteção contra o desemprego. Porém, na prática a aplicação correta da Constituição não é executada habilmente, visto que, o Estado em uma ideologia neoliberal, prioriza o lucro da elite sob a classe operária, dificultando o acesso ao mercado de trabalho pela falta de incentivos fiscais em profissionalização da classe trabalhadora, a fim de apoio financeiro em propagandas políticas, . Por fim, seria omisso afirmar a inocência governamental no problema.
Portanto, percebe-se que são necessárias mudanças capazes de mitigar a vicissitude. Por isso cabe a Secretaria do Trabalho, junto com o Poder Legislativo, formular projetos de leis em parceria com os representantes dos aplicativos de entrega como Uber, Ifood, 99 e Rappi, para garantir aos terceirizados das plataformas tenham suas carteiras assinadas por esses aplicativos, visando segurança laboral e na melhoria da qualidade de vida dos motoristas e entregadores, já previsto no plano de governo de Getúlio Vargas e na Constituição federal de 1988. Dessa forma, terão assim. uma nação livre da debilitado laborais.