A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 15/09/2021

A uberização do trabalho na era tecnológica possui entraves, uma vez que a desigualdade social estimula a entrada nesse mercado informal, o qual não oferece direitos ou garantias aos trabalhadores e tal cenário estimula a exploração laboral. Logo, urgem medidas para a solução dessa triste realidade.

Nessa conjuntura, o desequilíbrio social, principalmente na pandemia da covid-19, aumentou em larga escala com os índices de desempregados, o que estimulou a entrada de grande parte da sociedade no mercado terceirizado. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Émile Durkheim os fatos sociais influenciam determinadas posturas da coletividade diante de uma realidade do coletivo. Nessa perspectiva, pode-se relacionar o desemprego em massa como estimulador do envolvimento de grande parte dos indivíduos nos trabalhos terceirizados, como a uber, os quais não oferecem muitos benefícios aos proletariados, de acordo com o G1. Dessa forma, é necessário incluir essa nova prática trabalhista nos direitos sociais.

Ademais, a exploração trabalhista, presente há muito tempo na população, é fortalecida devido a ausência de amparo legal aos funcionários. Sob essa lógica, a criação das leis trabalhistas, por Getúlio Vargas, assistiu a minoria trabalhadora da época, a qual era submetida à jornadas de trabalho desumanas, de acordo com a história. Nesse panorama, tal fato histórico está novamente em pauta, uma vez que os proletariados do novo padrão, a uberização, são explorados devido as metas que são impostas, caso contrário podem ser demitidos. Visto isso, ações que visem o bem-estar dessas pessoas devem ser criadas.

Em suma, a uberização na era digital possui problemas. Nesse sentido, o Estado, responsável pela manutenção da paz social, deve reformular os direitos laborais a partir da inclusão de tópicos do campo digital, por meio do Poder Legislativo, com o fito de incluir os trabalhadores uberizados e, assim, mitigar a desigualdade social. Enfim, o legado de Vargas será mantido e os privilégios humanos respeitados.