A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 01/10/2021
No filme “Tempos Modernos” de Charlie Charplin, o homem busca se estabelecer como indivíduo e profissionalmente em uma sociedade repleta de inovações tecnológicas e contradições, retratando os donos do meio de produção lucrativa enquanto exploravam cada vez mais os trabalhadores. Entretanto, não é tão diferente conteporâneamente no Brasil com os avanços tecnológicos. Na atualidade, famílias em situações precarizadas buscam a estabilidade ea diminuição do desemprego através dos aplicativos de motoristas e delivery de comidas.
A princípio, a taxa de desemprego no Brasil é crescente, famílias desestabilizadas tem números preocupantes. Como decerto, em 2020 houve um aumento de entregadores de aplicativos no “Ifood” e o número mais que dobrou, 175 mil pessoas se inscreveram para fazer parte do aplicativo em comparação com 85 mil no mês anterior. Por certo, isso se deve a falta de emprego no Brasil que atinge a população mais vulnerável, principalmente em 2020, por causa da pandemia, muitos assentados desempregados e um meio acessível de ganhar dinheiro através dos aplicativos de motoristas ou entregas de comidas, todavia, de início foi uma solução, porém não é suficiente para sustentar uma família inteira de modo que os custos são altos, e menos de um salário mínimo não é suficiente para sustentar uma residência familiar. Dessa forma, essas pessoas se tornam escravos de um movimento que proporcionam apenas o minimo enquanto não se a oportunidades de empregos.
Por conseguinte, é injusto um trabalhador que perde noites e trabalha o dia inteiro com entregas, ganhar apenas o mínimo sendo que operam dobrado. Em 2020 houve uma polêmica com os aplicativos “Ifood, Loggi e Rappi”, o motivo seria por a taxa de entrega haver deminuído enquanto a carga horaria dos entregadores não batiam com o valor entregue a eles. Evidentemente, os direitos trabalhistas não são exercidos a favor dessas pessoas que atuam sem segurança e garantia de uma vida profissional, reféns de uma condição de trabalho fora do contexto de seus direitos que serão exercidos como cidadão que trabalha e cumpre sua função.
Nesse sentido, o indivíduo que trabalha com os aplicativos de serviços ao cliente deve obter seus direitos trabalhistas em prática. Dessa forma, o Governo Federal Deveria averiguar essa situação de aplicativos que fornecem aos seus funcionários o mínimo, e criando uma lei a qual inclui motoboys e “Ubers” nas condições trabalhistas. Assim também, os aplicativos além da taxa cobrada ao cliente deveriam ser obrigados a pagar seus funcionarios uma quantia estimulada a depender do seu turno, também, registro na carteira de trabalho. Dessa maneira, havendo diminuição de desemprego, indivíduos bem remunerados, trabalhando com segurança sem riscos de voltar para casa sem dinheiro.