A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 21/09/2021

No curta " Felicidade" de Stive Cutts, retrata o estilo de vida consumista das grandes cidades, que nos levam metaforicamente morrer trabalhando em busca de dinheiro e bens de consumo. De modo semelhante, a popolução brasileira encontra- se na mesma situação, na medida em que, por ausência de oportunidades de empregos formais, qualificações e também acompanhamento governamental, a “uberização” do trabalho passa a ser o meio principal para a aquisição de  renda aos trabalhadores brasileiros.

De início, nota-se que a carência de politícas de incentivo a contratação formal de trabalho, colabora para formação de uma massa de trabalhadores sem direitos trabalhistas e renda fixa. Segundo dados divulagdos pelo site Brasil de Fato , em 2021, o número de empregados sem carteira assinada cresceu 3,6%  o de trabalhadores por conta própria subiu 4,3% e o total de empregados com carteira assinada caiu 11,6%. Dessa forma, é evidente a precariedade de estímulos às empresas para a contratação de funcionários de forma registrada e rugulamentada, favorecendo então a fuga para “uberização” da mão de obra.

Ademais, a falta de capacitação e qualificação da populaçã oferecidas  pelo Estado é um fator que contribui para o aumento de profissionais sem carteira assinada. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é reponsável por garantir bem-estar a população.Dessa forma a necessidade que o governo promova cursos e palestras profissionalizantes se faz necessária para a população, tendo em vista que segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria, no ano de 2021, 70% das corporações não conseguem incorporar profissionais por falta de profissionalização.

Portanto, é essencial que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse . Logo, o Ministério do Trabalho, deve incentivar a qualificação dos trabalhadores, por meio de cursos profissionalizantes que devem ser oferecidos gratuitamente em todas escolas técnicas do país. Além disso, deve beneficiar també às empresas que possuam muitos funcionários de forma legal, a fim de estimular a contratação de profissionais e frear as consequências trazidas pela “uberização” do trabalho. Assim, espera-se ter um corpo social com benefícios e direitos trabalhistas.