A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/09/2021

No filme “GIG - A Uberização do Trabalho” (2019) é apresentado o mundo dos trabalhadores por plataforma, em um amplo leque de atividades e situações que, podemos dizer, cruéis. Atualmente estamos passando pela Quarta Revolução Mundial ou Indústria 4.0, que engloba um amplo sistema de tecnologias avançadas que transformará a forma que vivemos, nos relacionamos e trabalhamos. Com essas tecnologias cada vez mais acessíveis é de fundamental importância discutir a “uberização” do trabalho na era técnológica: precarização ou liberdade? Os seus principais problemas ocorrem devido ao desemprego no país e a negligência governamental.

Em primeiro lugar, é importante destacar que trabalhos “uberizados” vem crescendo cada vez mais, principalmente na pandemia de Covid-19, pois é uma escapatória para o desemprego no Brasil, uma vez que, segundo o IBGE, 14,1 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Sendo assim, a única opção para se obter renda, mesmo que baixa, dado que grande parte do lucro vai para as empresas responsáveis por tal serviço.

Além disso, trabalhadores informais deixam de estar protegidos pelas leis trabalhistas, o qual protegem o trabalhador contra abusos e injustiças, assim eles tem responsabilidade total as suas despesas, manutenção, danos causados por terceiros, falta de auxílio em casos de acidentes no trabalho etc. Um exemplo vigente é a do grupo chamado Movimento entregadores antifascistas, cuja a principal luta é conscientizar sobre os danos do processo mundial da “uberização”, a sua primeira grande ação ocorreu ano passado (2020), a greve dos entregadores, reinvidicando a falta de assistência e direitos básicos que só pioraram na pandemia, pois os trabalhadores se arriscavam a contrair o vírus para fazer entregas e não tinham nenhum recurso legal que o ajudasse caso fosse contaminado.

Portanto, a “uberização” do trabalho está diretamente ligado a perda de direitos trabalhistas e necessidade de uma renda, por isso, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o Ministério da Economia urge na criação de projetos de lei que regularmentem os serviços prestados por meio de plataformas digitais, por meio de um consenso no Poder Legislativo. Somente assim será possível se afastar da realidade reinvidicada pelo Movimento entregadores antifascistas.