A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/09/2021

Os avanços tecnológicos mudaram o comportamento do consumidor e criaram um novo modelo de negócios sob demanda. Nesse contexto, surge a uberização do trabalho, que nada mais é do que a modernização das relações de trabalho decorrente da popularização dos aplicativos de contratação de serviços.  Assim como a Uber, diversas empresas de tecnologia, por meio de aplicativos, fazem a mediação entre clientes e prestadores de serviços, sejam motoristas, entregadores, babás, faxineiras, cuidadores de idosos, professores, entre outros.

O valor cobrado aos clientes e remunerado aos trabalhadores por esses serviços não é fixo, ele é determinado por algoritmos. Os preços variam de acordo com a demanda, o dia, o horário, a localidade, entre outros fatores. Nessa dinâmica, ocorre uma informalização nas relações trabalhistas. Isso porque os trabalhadores que prestam serviços a esses aplicativos não tem qualquer vínculo empregatício com as empresas. Eles parceiros e não empregados. Ao captar novos parceiros, os aplicativos garantem flexibilidade, liberdade, retorno financeiro rápido, possibilidade de renda extra e mais tempo para vida pessoal. Além disso, os apps oferecem cadastro sem burocracia para ambas partes.

Nos últimos anos, a crise econômica e o alto índice de desemprego contribuiu para que o número de trabalhadores de aplicativos aumentassem exponencialmente. De acordo com o IBGE, o número de pessoas que trabalha como motoristas de aplicativo, taxistas e motoristas e trocadores de ônibus, aumentou 29,2% em 2018, a maior alta desde 2012. Com a pandemia de Covid-19, o desemprego aumentou e muitas pessoas recorreram aos aplicativos como uma alternativa de sobrevivência. Segundo estatísticas da Análise Econômica Consultoria, o número de trabalhadores de aplicativos de entregas de refeições cresceu 158% no primeiro semestre de 2020.

Ao analisar esses dados nosso comportamento diante dessa precarização aos serviços tomados por serem subentendido, ainda ao decorrer da pandemia, vem-se ganhando um certo recurso, a qualidade, onde sua taxa salárial é recorrente a sua carga horária, o que se pode ser acrecentado a essas pessoas, é o meio retardatório ao mercado de trabalho, dando-lhes oportunidades para ingressarem a suas respectivas funções, ou agregarem fudos para alavancar esse planejamento autônomo, fazendo-se necessário a adoção de medidas que venham combater a precariedade da “uberização” na era tecnológica, podendo trabalhar com dignidade.