A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/09/2021
No documentário “Gig, a uberização do trabalho”, retrata o mundo dos trabalhadores na plataforma, e mostra como funciona as atividades e as situações, assim dando visão ao “trabalho digital” e toda a parte negativa. Além disso, no Brasil a uberização tem crescido cada vez mais, já que o desemprego tem aumentado gradativamente nos últimos tempos, deste modo as pessoas têm procurado uma renda para contribuir ao seu sustento, constata-se um problema na precarização do trabalho que estes indivíduos estão sujeitos a passar.
Em primeira análise, a uberização é um termo que teve origem no aplicativo Uber, que é uma das plataformas mais conhecidas de prestação de serviços, e em que os usuários não se responsabilizam pelo bem estar dos prestadores de serviços, já que, este trabalho é de forma autônoma e não de carteira de trabalho assinada, assim não tendo os direitos trabalhistas em vigor, caso ocorra algum problema estas pessoas não estão cobertas pelas leis.
Em segunda análise, esse trabalho no começo era visto como uma forma de liberdade, por conta de poder ser escolhido o horário e os dias em que se deseja trabalhar, porém não foi isso que aconteceu no decorrer do tempo, consequentemente, o trabalho aumentou de acordo com o quanto eles entregam ou quantas corridas eles fazem. Ademais, essa situação fez com que muitos ficassem cada vez mais aflitos e corressem contra o tempo para aumentar a sua renda, o que vem causando vários acidentes principalmente no trânsito.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para solucionar essa complicação, o Governo teria que criar leis que protegessem os trabalhadores, assim determinando tempo em que cada prestador de serviço possa se manter ativo no aplicativo, deste modo que consigam ao menos um salário mínimo para sustentar eles e a sua família, de tal maneira que o Governo ou até mesmo o próprio aplicativo se responsabilize caso ocorra algum acidente. Segundo o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”.