A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/09/2021

Nos dias de hoje, tornou-se muito comum a “uberização” do trabalho sobre as principais pessoas da classe baixa, que buscam uma forma de adquirir alguma renda através deste método informal de trabalho. Nesse contexto, uma precarização da “uberização” se refere-se ao tipo de trabalho precarizado em que os trabalhadores não possuem nenhum auxílio ou benefício que os direitos trabalhistas. Logo, uma “uberização” do trabalho na era tecnológica é precarização ou liberdade?

Diante do cenário atual, muitas famílias estão em busca do bem-estar financeiro, em dar prioridade para as necessidades mais básicas do ser humano, como a alimentação, o mínimo de higiene, descanso, entre outros aspectos. Nesse sentido, uma população investida na tecnologia como ponto de partida para um retorno salarial, no entanto, a mão de obra realizada pelos entregadores de aplicativos é feita sem nenhum detrimento de fiscalização das empresas, ou contratos que disponibilizam o asseguramento dos trabalhadores informais.

Logo, é evidente que a economia brasileira tem atribuições que impulsionam a “uberização”, como de acordo com o IBGE, o número de pessoas que funcionam como motoristas de aplicativo, taxistas e motoristas e trocadores de ônibus, aumentou 29,2% em 2018 , a maior alta desde 2012. Assim, uma crise econômica atinge diretamente o aumento do desemprego, fazendo com que as oportunidades para as pessoas mais pobres se estreitam.

Desse modo, a situação distorcida do trabalho autônomo que os motoboys possuem, não fazem jus à realidade vivida. Em que a exploração é a principal fonte do capitalismo enraizado, que passa por cima de qualquer direito legal do trabalhador, apenas o lucro gerado pelo trabalho “uberizado”. Contudo, a ignorância é clara sobre os valores que devem ser aproveitados por qualquer cidadão, negligenciando os fatos problemáticos da sociedade. Todos estes fatores impactam diretamente na desigualdade, intensificando ainda mais o registro social estabelecido na história brasileira.

Portanto, a partir do momento que as leis que dão assistência aos trabalhadores são ignoradas e não vistas como prioridades, toda a resistência e luta pelo direito do trabalho será ocultada de toda a trajetória que permeia o contexto histórico do Brasil. Dessa forma, a partir da legislação trabalhista, qualquer tipo de trabalho que vá contra a legalidade de trabalho informal e tenha resquícios de exploração no trabalho, será punida. A fim de dar acessibilidade às pessoas da classe operária, ressignificando ações errôneas no mercado de trabalho.