A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 06/10/2021
Com a chegada da revolução industrial, no século XVIII, a tecnologia veio à tona, fazendo com que o homem seja cada vez mais dispensado, no mundo contemporâneo, essa condição vem se repetindo, resultando na suberização do trabalho e na precarização trabalhista, esse cenário é construído pela alta taxa de desemprego e a falta de regulamentação de empresas como a uber, rappi e ifood.
A princípio, os parceiros dessas empresas uberizadas podem ver esses trabalhos como uma alternativa para o desemprego, já que existe uma grande facilidade para se tornar um afiliado e começar a trabalhar, além disso, se trata de um trabalho informal, onde os trabalhadores tem uma flexibilidade na carga horaria, podendo ser também uma forma para complementar renda.
Contudo, a suberização resulta na precariedade das condições de trabalho, visto que os trabalhadores não são funcionários, de modo que não recebem acesso aos direitos trabalhistas da CLT, assim como é responsável pelas despesas e assumir a responsabilidade por danos causados a terceiros, em suma, o que o afiliado gasta para se manter trabalhando muitas vezes não compensa.
Portanto, o governo, por meio do ministério do trabalho e previdência, deve propor uma nova abordagem legal a esse tipo de trabalho uberizado, criando institutos que defendem e regularmente os direitos desses trabalhadores, para retardar o crescimento desse tipo de trabalho precário que vai acabar tornando os trabalhadores apenas “objetos” sem valor para as grandes impressas.