A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 22/10/2021

Com a quarta revolução industrial, a tecnologia se tornou banal na vida da sociedade.Porém a tecnologia não influenciou somente na sociedade como também na economia sendo nomeada de “uberização” do trabalho na era tecnológica, mas intrinsecamente ligada à busca por mais liberdade e consequentemente ao aumento da precarização na economia atualmente.

É relevante abordar, em primeiro plano, que a influência da tecnologia no trabalho “uberizado” desencadeia a busca dos profissionais por mais liberdade de produção. Posto que, de acordo com o ibge 2020, o aumento do uso do “home office” pelas empresas do brasil, cresceu cerca de 45% após o início da pandemia. Logo, é notório que o avanço tecnológico das ferramentas permite uma maior facilidade de seu uso.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que o aumento da organização do âmbito profissional em meio às redes contratuais descentralizadas causa a precarização exacerbada da economia formal. Exemplo disso é a jornada de trabalho do uber, que para compensar o ganho mensal, precisa trabalhar exaustivamente e sem proteção de leis trabalhistas, deixando o mesmo suscetível a situações imprevisíveis, como acidentes. Nesse sentido, o excesso de liberdade dado aos trabalhadores por empresas que adotam a “uberização” pode ser prejudicial tanto ao empregado quanto aos empregadores.

Infere-se, portanto, que os problemas ocasionados pela “uberização” do trabalho possuem íntima relação com aspectos socioeconômicos. sendo assim, cabe ao ministério do trabalho, em parceria com o ministério da justiça, diminuir a debilitação da economia, por meio da criação e aprimoramento de leis, como a regulamentação do “home office” na clt (consolidação das leis do trabalho), visando assegurar os direitos trabalhistas na fase tecnológica. Dessa forma, minimizar a desproteção do trabalhador terceirizado ou temporário.