A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 28/10/2021
Segundo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento da democracia, não deve ser um meio de opressão. Nesse sentido, a “uberização” do trabalho na era tecnológica deveria ser algo bom e democrático se fosse usado moderadamente, porém não é esse o cenário atual brasileiro. Dessa forma, é notório a precarização desse sistema, tanto pela dependência tecnológica causada, como também pelos prejuízos causados ao trabalhador. Cabe-se, então, alcançar medidas de combate a essa triste realidade.
Em primeiro lugar, as pessoas estão cada vez mais dependentes da tecnologia, já que o mundo atual as leva a necessidade de estarem o tempo todo conectadas e subordinadas à esses meios. Nesse contexto, Albert Einsten diz que a tecnologia excedeu a humanidade, e a “uberização” comprova isso, pois os cidadãos perderam a autonomia de fazerem coisas simples sozinhos, como trocar uma lâmpada, cuja situação é possível chamar alguém para resolver em segundos. Logo, é preciso estimular a consciência da população para não se tornar dependente.
Ademais, quando a “uberização” alcança os postos de trabalho, muitas vezes, as empresas não se encarregam com os custos a mais que os trabalhadores podem ter. Diante disso, eles acabam sendo prejudicados e infelizmente, o prejuízo aumenta ainda mais com o passar do tempo, visto que os preços das coisas estão crescendo constantemente, assim como mostra o jornal O Globo, o qual diz que o preço da energia elétrica aumentou cerca de 7% em 2021. Com isso, é preciso regular as normas empresáriais.
Portanto, o governo federal, responsável pelo bem da nação deve propor debates acerca dessa problemática, por meio mais verbas direcionadas à isso, com o intuito de conscientizar a população sobre o uso moderado dessas tecnologias. Além disso, ele precisa estimular as empresas a custear todos os gastos necessários do trabalhador. Assim, espera-se que o Brasil não use a “uberização” de forma indevida.