A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 22/10/2021

Desde a pré-história, o homem busca melhores e mais fáceis alternativas para o trabalho, criando sempre novas métodos para facilitá-los. Atualmente chamamos de ‘‘uberização’’ a busca pelas melhores alternativas de trabalho, que consiste principalmente no uso de aparelhos eletrônicos como meio.  A ‘‘uberização’’ do trabalho na era tecnológica é um sinônimo de precarização, uma vez que muitos dos trabalhadores dos aplicativos não possuem os mesmos direitos do que o ‘’trabalhador comum’’.

Recentemente surgiu um emprego denominado ‘’Uber’’, no qual uma pessoa, por meio de um aplicativo, comunica-se com algum motorista próximo para ser deslocado de uma região a outra. Embora seja um trabalho comum, existem diversos problemas, como por exemplo, de acordo com dados do site ‘’quero bolsas’’, trabalhadores de aplicativos não possuem direitos ou garantias trabalhistas, nem o 13º salário, e até mesmo a previdência social, sendo assim uma das precarizações da ‘‘uberização’’ do trabalho.

Em segundo plano podemos citar o ‘’Home Office’’, que passou a ser muito utilizado, principalmente durante a pandemia da COVID-19, no qual o indivíduo trabalharia em casa através de seus aparelhos eletrônicos, como notebooks e celulares. Com esse modo de trabalho surgiu a liberdade para aqueles que não tinham transporte para seus trabalhos ou até mesmo possuíam filhos menores em casa. Sendo esse um dos lados positivos da ‘’uberização’’ do trabalho na era tecnológica.

Perante o exposto, é visível que existe muito o que refletir acerca da uberização. Com isso, infere-se que o Ministério do Trabalho, junto com o Judiciário, deveriam criar novas leis que beneficiem trabalhadores de aplicativos, aprimorar as garantias e direitos trabalhistas para essas pessoas. Diante disso pessoas com problemas com deslocamento e até mesmo pais com filhos menores poderão fazer parte e desfrutar dos mesmos direitos de outros trabalhadores.