A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 22/10/2021
A “uberização”: precarização disfarçada de liberdade
Segundo uma pesquisa realizada pela Análise Econômica Consultoria, o número de trabalhadores em aplicativos de entregas cresceu 158% no primeiro semestre de 2020. Esses dados mostram o crescimento da uberização na era tecnológica.
A urbanização do trabalho é a modernização das relações de trabalho que garante flexibilidade, retorno financeiro rápido, liberdade e possibilidade de renda extra. Mas, para muitos especialistas, a uberização traz uma precarização pois, por não ser um emprego formal, os trabalhadores não são protegidos pelos direitos trabalhistas. Segundo um estudo feito pela Associação Aliança Bike, trinta mil ciclistas que trabalham como entregadores de app na cidade de São paulo ganham menos de mil reais em doze horas de trabalho, durante toda a semana.
Os trabalhadores que devem arcar com os custos de equipamentos, sua renda depende da quantidade de horas trabalhadas, ocasionando muitas vezes, a privação de descanso necessário, além que muitos acabam nem se alimentando.
Observando os fatos acima, é necessário tomar providências para a solução do problema. Cabe ao Ministério do Trabalho oferecer auxílio e proteção para esses trabalhadores, garantindo seus direitos oferecidos pelos direitos trabalhistas e aumentando a fiscalização contra o ferimento a esses direitos. Só assim é possível combater a precariedade na uberização do trabalho, e torná-lo mais livre e seguro.