A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 04/11/2021
Desde o século XX,as teorias do existencialismo acentuaram-se expressivamente nas sociedades mundiais,uma vez que se caracterizaram pela inclusão da realidade do indivíduo no centro da especulação filosófica,principalmente com a forte influência do pensamento de Sartre,ao afirmar que o homem é livre,mas ao ser lançado no mundo se torna responsável por tudo o que faz.Entretanto,ao observarmos os pontos negativos e positivos da uberização do trabalho,nota-se uma irresponsabilidade no âmbito governamental em resguardar os direitos dessa nova classe de trabalhadores.
A princípio,como foi dito pelo filósofo Michel Foucault,na sociedade alguns temas são silenciados com objetivos claros e,nesse sentido,o que se vê é uma ausência de debates pelo Poder Público em relação às necessidades que deveriam ser incumbidas aos novos tipos de trabalho informal.Sob essa perspectiva,devido ao contexto pandêmico recentemente vivido,houve o acúmulo de cerca de 6 milhões de cidadãos que adentraram aos trabalhos em empresas de delivery ou de locomoção,conforme a revista Exame,as quais vivem sob regime autônomo e sem nenhuma garantia que empregos de carteira assinada ofertariam.Isso se mostra vantajoso ao Governo Federal que diminui gastos com possíveis acidentes de trabalho e aposentadoria,por exemplo,e esclarece a falta de argumentaçao à respeito.Consequência disso, são os diversos riscos que esses trabalhadores sofrem,diante de viverem de sua força de trabalho e sem nenhum resguardo.
Entretanto,por justamente contextos como o da pandemia da Covid-19, em que mais da metade dos brasileiros,segundo o IBGE perderam seus empregos,esse modo de trabalho, informal e autônomo tem sido para muitos,a única forma de sustento.Nessa perspectiva,as empresas privadas tem expandido seus negócios devido ao alcance do mercado tecnólogico,e hoje empregam milhões de cidadãos, em diversos serviços, como marketing e vendas digitais,além dos serviços de transporte e entrega.Assim, mesmo sem proteção ao trabalhador e salários baixos,tais serviços têm sido o ganha pão de cada vez mais pessoas,e isso pode ter como consequência,cada vez mais uma queda de preocupação com os direitos dos trabalhadores e aumento dos riscos e precarização do trabalho.
Por tudo isso, faz-se necessárias ações para proteger essa nova classe de trabalhadores.Por isso,diante desse avanço tecnológico nos trabalhos,o Poder Público,no âmbito do Ministério do Trabalho,tem o dever de gerir novas regras à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e incluir essa forma de trabalho,de maneira a assegurar os direitos e deveres dos trabalhadores de aplicativos.Esses parâmetros devem ser estabelecidos,com o apoio desses trabalhadores, os quais devem manifestar suas necessidades de trabalho,o quanto antes,para evitar perdas e garantir da melhor forma essa execução de terabalho.Só assim, haverá devida responsabilidadecomo supracitado por Sartre,