A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 17/11/2021

O advento da Revolução 4.0 na primeira década metade do século XXI permitiu a propagação de novas tecnologias ao mundo inteiro e com isso, surgiram novos meios de trabalhar. No contexto nacional atual, torna-se evidente que esses novos modos representam um retrocesso no mercado de trabalho. Isso ocorre, pois ameaçam os direitos trabalhistas, além de precarizar a força de trabalho. Dessa forma, o Brasil deve se posiconar de maneira positiva para manter os trabalhadores com seus direitos em dia.

Em primeira instância, cabe salientar que o  ex-presidente da república, Getúlio Vargas promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), medida que representou garantia aos trabalhadores, as quais vigoram até os dias de hoje no Brasil. Ou seja, a uberização não representa um modo do colaborador ter mais liberdade, uma vez que, rompe com uma medida conquistada ainda no passado e coloca o mesmo em situação de vulnerabilidade, de ser refém das regras impostas pelo patrão por não ter nenhuma proteção por lei para poder contestar. Assim, constata-se que mudanças coerentes no setor legislativo mostram-se imprescindíveis para que esse novo modelo de trabalho não retroceda em uma conquista passada.

Outrossim, é notório a precarização da força de trabalho. Desse modo, vale exemplificar a empresa prestadora de serviços de transporte privado, Uber, que tem como propaganda a libertação do funcionário de um modelo de trabalho monótomo e controlado por um superior. No entanto, na realidade, para se tornar colaborador uber, precisa atingir uma quantidade mínima de corridas por mês, além de ter que repassar um valor para a empresa a cada corrida realizada. Logo, cria uma falsa sensação de ser seu próprio patrão que acentua os problemas, visto que, o colaborador acredita que poderá ditar suas folgas e seus horários. Nesse sentido, levado pela ilusão, o funcionário se coloca em uma situação extremamente desgastante.

Portanto, para que as leis trabalhistas estejam presente em todos os modelos de trabalho, mostra se necessário que o Governo Federal, representado pelo Ministério do Trabalho, cobre a imposição dos direitos trabalhistas em todas essas novas empresas que vão contra a medida proposta por Getúlio Vargas, por meio da criação de multas por cada funcionário que não estiver assegurado. Além disso, fazer com que essas instituições façam propagandas realistas para expor os verdadeiros ideais e requisitos. De modo que todos possam conhecer antes de aceitar as propostas, a fim de que o Brasil possa evoluir em questões sociais e não retroceder.