A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 23/11/2021
Em 2015 uma série de manifestações e conflitos foram motivados pela entrada do uber no mercado de mobilidade urbana nas grandes cidades, o baixos preços frutos da falta de segurança estavam tirando o mercado do taxistas. Sob este contexto na estrutura atual do Brasil o serviço de uber continua crescendo mas está sendo um refúgio para as pessoas que estão sem ocupação, se tornando a saída mais fácil porém um reflexo da precarização e da informalidade geral do mercado ocupacional no Brasil. Tendo em vista que essa precariedade do ramo do trabalho vem sendo fomentado cada vez mais pelos sucetivos aumentos nas taxas de inscrição e pelo método falho de adesão que permite a entrada excessiva de novos motoristas.
Em primeiro plano é importante ressaltar que essas plataformas de emprego estão tendo altas taxas de crescimento devido à alta das taxas de desemprego no país. Neste cenário, segundo o IBGE de 2012 a 2021 o número de desempregados e de trabalhadores informais passou a atingir mais 5 milhões de pessoas, coincidentemente, segundo a empresa Uber neste mesmo périodo sua frota sofreu um aumento de 307% no país. Explicitando que em um país onde as taxas de desemprego atingem números alarmantes os cidadãos são obrigados a buscar empregos desprotegidos da constituição e sem as garantias de seus direitos. Evidenciando que por mais que seja uma fonte de renda não era a primeira opção dos brasileiros e sim uma necessidade.
Outrossim, o uber e os outros aplicativos que utilizam o mesmo mecanismo de recrutamento vem apresentando uma sobrecarga de mão de obra. Concomitantemente a este fato o pai da economia, Adam Smith, dizia que a mão invisível do mercado era responsável por regular o preço das mercadorias e serviços, ou seja o excesso desse tipo de mão de obra torna ela ainda mais barata e menos rentável para quem a pratica. Tornando este mercado cada vez menos valorizado e fazendo com que as pessoas que já entraram lá por necessidade sejam obrigadas a trabalharem por jornada exaustivas e mal remuneradas enquanto o aplicativo lucra sobre uma porcentagem desse serviço.
Tendo em vista esse panorama urge que o governo brasileiro tome medidas para diminuir essa exploração e regulamente esse serviço. Desta maneira,é necessário que o Governo Federal por meio do Poder Legislativo crie um projeto de lei que vise fazer com esses aplicativos tenham a sua margem de lucro sob o serviço limitada, garantindo que o trabalhador não seja explorado exacerbadamente. Porque estes não são serviços que não existia anteriormente mas sim funções das quais essas empresas se apropiaram devido a uma facilidade que eles implementaram e as custas de trabalhadores em situações de crise.