A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 20/11/2021
Na obra expressionista " O grito “, do artista Edvard Munch, é retratado a angústia e desamparo no semblente do personagem envolto por uma atmosfera cheia de insegurança. Para além da obra, essa situação é análoga a de muitos trabalhadores que sofrem com a “uberização” na era da tecnologia. Desse modo, é preciso analisar a desigualdade social e silencimento que torna mais acentuada tal situação na realidade de divesos trabalhadores.
Nesse cenário, com a desigualdade social e a intensificação da flexibilidade nas relações de trabalho, se torna cada vez mais precária a situação dos trabalhadores. Sendo assim, segundo o Índice de Gini - indica o nível de desigualdade de um país - o Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo, nesse viés a uberização do trabalho contribui para acentuar esse índice, uma vez que as condições sociais intensificam o trabalho informal, pois pela necessidade de renda para sobrevivência os indivíduos recorrem a diversos tipos de subemprego, mesmo que este não tenha “benefícios”, quanto a segurança, estabilidade, plano de saúde, entre outros.
Outrossim, o silenciamento colabora para a crescente urberização do trabalho, dado que, ocorre a falta de discurso social que contribua para manutenção desse forma de trabalho. Dessa forma, como descreve o filósofo Platão no Mito da caverna, na onde as pessoas só são apresentadas a uma parte da realidade, o silenciamento contribui para alienação das pessoas quanto a assunto, o que permite que o mesmo se mantenha, mesmo com a falta de direitos do trabalhador. Nessa perspectiva, a falta de representatividade impulsiona a marginalização do ser que vive na insegurança do trabalho informal, que não traz garantias para com sua qualidade de vida
Em síntese, é notório como a uberização afeta de forma negativa os trabalhadores. Ademais, é dever do Estado, orgão resonsável por garantir o bem-estar social, investir em progamas públicos por meio da criação de auxílios que ajudem os trabalhadores “uberizados” a garantir o acesso a seus direitos como cidadão, como preve a Constituição Federal, para que sua condição de trabalho proporcione para eles mais segurança e qualidade de vida. Além disso, é preciso que as mídias sociais invistam em publicidade para alertar a população sobre as condições de trabalho que muitas pessoas tem que enfreitar, a fim de abrir espaço para um discurso de mudanças para tal realidade que permita a manutenção dessa “uberização” do trabalho.