A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 01/12/2021

Com o advento da globalização cada vez mais imponente e dinâmico entre as relações comerciais de trabalho, a facilidade e a agilidade na obtenção de produtos se tornam necessidades de forte influência, principalmente, no mundo tecnológico, em que serviços são disponibilizados com apenas alguns cliques nas telas dos smartphones. No entanto, essa dinamicidade acaba contribuindo para a precarização das condições de trabalho, sendo eles, serviços informais ou subempregos que, em sua maioria, retomam a utilização da força de trabalho em troca da subsistência.

Nesse contexto, com as constantes mudanças no mercado de trabalho, há um aumento expressivo no número de autônomos sem regularização, sendo denominadas como “uberização do trabalho”. Assim, as empresas terceirizam serviços e ganham em cima da disponilidade da força de trabalhadores, que utilizam os próprios bens como carro, moto ou bicicletas alugadas de outras empresas, além de terem que arcar com todos os custos de manutenção dos meios de transporte que são utilizados.

Logo, com a expansão dos mercados de trabalho cada vez mais tecnológicos, de forma oposta ao que se espera, o desemprego cresce exponencialmente, dando espaço para a mão de obra barata e sem regularização, ou seja, condições de trabalho precárias e baixas remunerações em longas jornadas de trabalho. Além disso, perpetua-se a problemática em que o trabalhador assume riscos empregatícios sem devido suporte ou adicionais de insalubridade, tendo que arcar sozinho em casos de afastamento por acidente ou doença.

Dessa forma, infere-se que medidas são necessárias para reverter a situação, tendo em vista as leis trabalhistas, cabe ao Ministério do Trabalho certificar se tais medidas estão sendo cumpridas e a imposição de multas, com o intuito de garantir as condições de trabalho e não a precarização. De forma que, contribua para a geração de trabalho e renda ativa, ao invés de elevar os índices de desemprego e desqualificação.