A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 26/05/2022
No filme GIG- A Uberização do Trabalho, é retratado o mundo dos trabalhadores por plataforma em um amplo leque de atividades e situações desgastantes. Nesse sentido, tal premissa se faz no contexto brasileiro atual, uma vez que a modernização do trabalho trouxe consigo mazelas para os subordinados, como os riscos a vida e a saúde e o aumento exorbitante das horas trabalhadas.
É importante destacar, em primeiro plano, que o risco para o contratado é a principal causa do problema. Nessa óptica, as responsabilidades são tranferidas direta e unicamente para o trabalhador, pois como ele não possui direitos trabalhistas tem que arcar com quaisquer danos materiais ou a saúde que ocorrerem no momento de prestação de serviço, visto que não há nenhum contrato ou regulamento formal tanto para a empresa quanto para o contratado . Dessa forma, é imprescindível adoção de meios para evitar possíveis consequências graves.
Outrossim, o aumento demasiado das horas trabalhadas é outro fator que agrava essa problemática. Nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pelo G1, no Brasil há uma média de 4 horas a mais de trabalho diário, pois apesar do trabalho por plataformas ser feito fora do expediente, e com um horário flexível, são necessárias muitas tarefas para poder receber bem. Assim sendo, é precio reavaliar e mudar essa situção, pois a longo prazo pode trazer diversos contratempos.
Evidencia-se, portanto a adoção de medidas que possam conter a uberiazação do trabalho. Para tanto, o Ministério do Trabalho juntamente com o Ministério da Economia, na figura dos estados e municípios brasileiros, por meio de verbas governamentais, devem investir em polítícas públicas que garantam uma carreira profissional com direitos trabalhistas e um salário digno, para que dessa foma seja garantida uma carreira sólida e sem atribulações e assim combater gradativamente
essa modernização precarizada do trabalho.