A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 21/04/2022

O Lockdown, causado pela pandemia do Covid-19, alterou drasticamente a vida dos cidadãos ao redor do globo, haja vista que estes tiveram de permanecer em suas residências durante os altos picos de infecção. Com base nisso, os trabalhadores autônomos tiveram de se adequar ao cenário por meio de trabalhos uberizados, como o de entregador de deliverys de comida por aplicativo. Entretanto, é necessária uma discussão mais aguçada do assunto na sociedade.

Antes de tudo, é importante salientar que os empregos uberizados aumentaram muito na pandemia, devido às altas taxas de desemprego no mercado de trabalho, as quais foram combatidas com essa modalidade de emprego. Porém, por mais que esse tipo de trabalho supra as necessidades do proletário, ele traz o prejuízo do não acesso à carteira assinada, a qual promoveria o direito de salário mínimo e a férias, fazendo com que ele tenha uma jornada de trabalho imensa, provocando problemas psicológicos e pressão extrema a mente. Dessa maneira, é nítido observar que a uberização traz mais malefícios que benefícios ao proletário, no que tange a ausência de direito básicos da cidadania ao empregado, o que causa problemas de saúde ao trabalhador.

Ademais, o fator que perpetua essa situação ao autônomo uberizado é a negligência do Estado para estes, haja vista que as leis trabalhistas não são aplicadas a eles. Isso remonta ao livro “Cidadãos de Papel”, de Gilberto Dimenstein, em que o Brasil possui leis bonitas no papel, mas não são executadas para os cidadãos do país. Dessa forma, fica explícito que a União não executa as leis que são devidas aos cidadãos, provocando uma anomalia de direitos para estes.

Portanto, é nítido que são necessárias mudanças para solucionar esses problemas para os autônomos uberizados no Brasil. Como solução, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas gratuitas de saúde mental a estes proletários, sendo realizadas em postos de saúde. Além disso, urge que o poder Executivo promova a igualdade de direitos, por meio de execução das leis trabalhistas aos trabalhadores, com o intuito de haver uma maior igualdade de direitos no Brasil aos trabalhadores.