A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 27/05/2022

A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, pre-vê em seu artigo 6º, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se obser-va a “uberização” do trabalho na era da tecnologia, dificultando, desse modo, a uni-versalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da educação no contexto brasileiro e precarização do trabalho.

Em primeiro lugar, cabe-se ressaltar que a má qualidade da educação é um dos impulsionadores do problema. De acordo com o professor Paulo Freire “Se a edu-cação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Analogamente, em tempos hodiernos, a “uberização” do trabalho é consequência da falta de educação de qualidade, onde a população se vê obrigada a se tornar prestadores de serviços, como por exemplo, motorista da uber. No contexto atual, o mercado de trabalho requer mão de obra especializada, fazendo com que o cida-dão que não detenha dessa especialidade, acabe ficando a mercê dos seus direitos trabalhistas e optando por um trabalho informal.

Ademais, é importante ressaltar que a precarização do trabalho é causada por crises, onde o trabalhador se vê sem opção e trabalha em qualquer lugar, mesmo sem os seus direitos e garantia de segurança, para sobreviver e sustentar sua famí-lia. Atualmente, com a popularização dos motoristas de aplicativo, é comum que se veja jornadas de trabalho extremamente altas e salários baixos. Portanto, é inad-missível que a sociedade brasileira continue sendo afetada, fazendo necessária uma ação para solucionar o problema.

Depreende-se, portanto, a urgência de ação interventiva para amenizar a ques-tão. Para isso, o Ministério da Educação, principal órgão de educação do país, deve-rá, investir em melhorias na educação, por meio de verbas governamentais, a fim de que a educação atinja um patamar superior de ensino, fazendo com que os es-tudantes no futuro tenham condição de entrar em uma faculdade e se especializar. Sob esse viés, o cidadão não necessitaria se preocupar com a “uberização” do trabalho, onde o trabalho é precarizado e mal remunerado.