A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/06/2022
Com a Revolução Industrial, os meios tecnologicos foram se desenvolvendo para trazer maior conforto para a população, no entanto, toda essa evolução também está ocasionando alguns malefícios como, a falta de trabalhadores formais. Dessa forma, o número de desempregados e de trabalhadores sem seus direitos como décimo terceiro e carteira assinada. Com isso, nota-se que a chamada uberização apesar de revolucionária e facilitadora, ocasiona uma falsa sensação de liberdade visto que, a pessoa poderá trabalhar onde e quando quiser no entanto, não terá os direitos mínimos como trabalhador.
É relevante abordar primeiramente que, de acordo com o site G1, após a pandemia do Covid-19 o número de profissionais em ‘‘home office’’ triplicou, mostrando que com a modernização da tecnologia os meios de trabalhos também serão atualizados. Assim como, nas formas de compras, na qual nos dias atuais não se tem mais a necessidade de ir à lojas fazer compras é so baixar o aplicativo e pagar que logo sua compra cheia para o cliente. Essa tendência usufruída pela nova geração, traz uma sensação de maior acessibilidade e facilidade, visto que, com a correria do cotidiano as pessoas podem não ter tempo de ir as compras, e esse processo de uberização pode ser a salvação.
Ademais, outro fator prepoderante é que com a alta do trabalho informal, as pessoas estão largando seus empregos formais que lhes dão garantias sobre seus direitos, para trabalharem para si mesmo, principalmente, tentando usar a tecnologia a seu favor. Todavia, apesar ser um bom caminho, é preciso analísar todas as vertentes, como não terem segundo desemprego ou até mesmo, caso aconteça algum acidente o trabalhador não tera acesso ao FGTS. Deste modo, é notório que esse novo processo, apesar de ser simplificador traz uma falsa sensação de liberdade, visto que, a pessoas trabalha e não tem plena cidadania.
Urge, portanto, que o Governo federal, orgão superior ao executivo, crie um aplicativo para fiscalizar os profissionais ‘‘freelance’’, paralelamente o Ministerio da Educação deve elaborar campanhas mostrando as desvantagens desse processo de uberização. Após a aplicação dessas medidas, espera-se um país em que os trabalhadores gozem de seus direitos.