A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 20/06/2022

Segundo o IPEA, cerca de 1,5 milhões de brasileiros são motoristas e entregadores por aplicativo. Com o aumento do desemprego e com a chegada do COVID-19, muitas pessoas estão recorrendo a esse meio como um segundo emprego para aumentar um pouco a renda ou a única forma de trabalho, visto que no Brasil muitos não conseguem a carteira assinada e, por conta disso, o indivíduo escolhe esse serviço e fica sujeito a uma precarização por falta de leis trabalhistas e de plataformas que definem o valor do trabalho dos trabalhadores.

O documentário “Gig: A uberização do trabalho” deixa muito claro, para os espectadores, como é a vida de um trabalhador que depende de aplicativos que não fornecem seguro ou medidas protetivas para evitar acidentes ou qualquer outro tipo de problema que pode ocorrer durante uma entrega ou de uma corrida, por outro lado, a lei 14.297/2022 foi aprovada e ela garante proteção aos trabalhadores de aplicativo durante a pandemia.

Ademais, não há a possibilidade de o empregado ter a opção de definir o valor do seu trabalho, o que é um problema, pois as plataformas lucram em cima dos trabalhadores e esses se prejudicam, pois o valor que eles conseguem durante uma corrida não é o suficiente para o seu sustento.

Em suma, a falta de leis trabalhistas para esses entregadores e de plataformas que tem o poder de definir o valor do trabalho dos trabalhadores deve acabar, pois é de extrema responsabilidade do governo, implementar proteções permatentes, por meio de leis que previne acidentes e que contém benefícios como férias remuneadas, FGTS e etc, pois a partir do momento que for implementada, os trabalhadores terão uma maior flexiblididade e também para que esse tipo de serviço não se torne um trabalho escravo e o indivíduo se encontrar em uma situação grave.