A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/06/2022

Com o advento da internet, todas as áreas da humanidade foram afetadas, inclusive o mundo do trabalho, especialmente aqueles de escritório, com a ampliação das ferramentas disponíveis para sua realização. A partir dessas novidades, surgiu o “home office”, modalidade em que o trabalhador presta seu serviço online, de onde estiver, a qual gerou discordâncias sobre a sua eficácia. Desse modo, essa evolução é libertadora, visto que uma ambientação diferente da tradicional pode dinamizar o ofício e torná-lo mais eficiente.

Além disso, o escritório em casa, tradução literal de “home office”, não se localiza necessariamente nesse lugar, o que também colabora com o aumento da qualidade do serviço prestado. Isso mostra-se pois, trabalhar de um café e observar o fluxo de pessoas e realidades traz uma motivação que não está presente quando o colaborador vê o mesmo ambiente estático durante todo o seu dia. Dessa maneira, o seu desempenho melhora.

Ademais, as empresas que adotam esse tipo de contribuição não precisam de uma grande infraestrutura espacial, o que diminui seus gastos e aumenta seu lucro. Por ser realizado pelo mundo virtual, não requer investimentos diretos em um prédio, com mesas e computadores para todos os empregados. Logo, os negócios que aderem a esse estilo também têm benefícios.

Portanto, mesmo diante de desacordos, é evidente como a internet colaborou com o crescimento da liberdade tanto do trabalhador quanto do contratante. Com o objetivo de minimizar as discordâncias em relação ao home office, é preciso que as companhias, grandes usuárias desse tipo de serviço,estabeleçam regras de conduta do trabalho, por meio de contratos com seus profissionais, a fim de que atendam seus próprios interesses e os de seus subordinados.