A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 04/07/2022

Com a evolução do ser humano sua forma de agrupamento também foi se modificando. Exemplificando, as cidades medievais, onde o comércio era realizado, serviam de suporte para o campo; com o passar do tempo esse conjunto se tranformou nas cidades industriais, o centro econômico dos países europeus. Atualmente, nos encontramos na era digital, o que altera o funcionamento das cidades. Com o avanço da tecnologia muitos empregos acabam se atrelando a ela, podendo causar sua precarização devido à alienação do trabalho e do interesse próprio dos donos de empresas.

Primeiramente, para Marx a alienação do trabalho é quando o trabalhador acha que não pussuí valor por estar ligado à uma função apenas, além de não ter acesso ao produto final produzido. Na realidade contemporânea, essa alienação se modifica por conta do modo de produção vigente; porém a partir da não valorização do trabalhador pelas empresas que focam somente no bem final (como na realidade de Marx que se usava do taylorfordismo) a busca por seus direitos é comprometida. Consequentemente esse trabalhador possui seu estilo de vida afetado.

Em segundo lugar, para que haja um bom funcionamento da sociedade é necessário que a coesão social esteja presente, segundo Durkheim. Essa coesão é o compartilhamento de objetivos, ações, ideias e crenças entre os indivíduos de uma sociedade e sem esse fundamento uma anomia social é causada. Atualmente, com o pensamento individualista dos donos de empresas o ser humano fica acima da sociedade (princípio contrário a Durkheim). Desse modo o equilíbrio do corpo social é alterado.

Em suma, com os avanços tecnológicos, juntamente à alienação do trabalho e o pensamento individualista cabe ao Poder Legislativo garantir os direitos trabalhistas aos indivíduos que sofrem com a precarização de seu trabalho, por conta da influência da Era digital, por meio de novas leis a fim de melhorar as condições desses trabalhadores para que a sociedade não entre em uma anomia social como Durkheim dizia.