A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 05/07/2022
No filme " A procura da felicidade", o ator Will Smith interpreta um homem no qual precisa utilizar suas habilidades de vendedor para sustentar sua família, trabalhando então, de modo autônomo. Fora da obra, é visto que, a era tecnológica brasileira é semelhante por está inserida no processo da Uberização, sistema de trabalho ilusório no qual os trabalhadores não tem acesso aos seus direitos. Dessa forma, é necessário analisar o alicerce do impasse, a citar: o descaso para com a educação profissionalizante e como consequência o risco de saúde em trabalhar dessasegurado.
Sob essa ótica, a escassez em investimento para a educação profissionalizante, obriga a autonomia do trabalhador. Analogamente, é exposto no livro “Assim que acaba”, da aclamada escritora Collen Hoover, cujo personagem Atlas vive em situação de rua, porém com a constância nos estudos adquire ascensão social. Nesse sentido, a solução para a uberização é a educação, pois viver de modo “uberizado” não é sinonimo de liberdade, mas sim de necessidade. Com isso, a longo prazo viver de modo uberizado não promove o crescimento profissional.
Ademais, a falta de vínculo empregatício compromete a integridade física e mental do trabalhador. Nessa perspectiva, foi observado na Inglaterra do século XVIII, com a “Revolução Industrial”, no qual os operários trabalhavam de modo miserável para garantirem o seu sustento, sem a garantia de direitos trabalhistas. Para tanto, na contemporaneidade a autonomia ilusória, priva o trabalhador de obter segurança de vida. Sendo assim, viver com a qualidade de vida comprometida não é a solução, pois o sistema compromete a saúde do cidadão brasileiro.
Caminhos, portanto, devem ser elucidados para que o processo de uberização não precarize o sistema trabalhista do Brasil. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve criar projeto “Ativo na minha área”, no qual visse promover cursos gratuitos, por intermédio voluntário de professores do setor publico e com o objetivo de democratizar a especialização no país. Logo, as mudanças farão com que o operário da Revolução Industrial em nada se compare com o trabalhador brasileiro.