A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 07/11/2022

Uma área de trabalho não tão livre como costumam dizer

Nos últimos anos, devido à crise econômica em diversos países pelo globo e à grande dificuldade de muitos indivíduos para conseguir um emprego, diversos desses decidem optar por uma área que não dependa de carteira assinada ou de intermediações das empresas, tais como entregadores por aplicativo, serviços de carro, entre outros. Entretanto, há controvérsias sobre se esses modos de trabalho oferecem mais liberdade ou precarizam o ambiente de conforto do empregado.

Nessa discussão, muitas empresas de tecnologia argumentam que o trabalhador, por não estabelecer muitas relações diretas com a firma para quem ele presta serviço, consegue obter um pouco mais de liberdade para poder se organizar em suas jornadas de trabalho no cotidiano, isto é, o empregado poderá se organizar de acordo com seu conforto em releção ao quanto ele quiser trabalhar, a quando ele quiser trabalhar, entre diversas outras formas.

Contudo, é possível perceber que nem sempre o empregado possui tanta liberdade como as firmas costumam dizer, pois muitas vezes, os trabalhadores dessas áreas se sentirão obrigados a trabalharem cada vez mais em caso de imprevistos, pois as empresas não se responsabilizarão por tais ocorrências. Por exemplo, se acaso um empregado sofrer algum acidente durante a sua jornada de trabalho, ele mesmo terá que se responsabilizar em relação aos gastos médicos e as horas de serviço não devidamente cumpridas.

Dessa forma, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Previdência, regulamente melhor as relações entre os trabalhadores e as empresas pelas quais eles prestam serviço, para que, assim, os trabalhadores possam, de fato, exercer as suas funções com mais facilidade e liberdade, e não sejam prejudicados em caso de algum tipo de obstáculo no caminho.