A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 07/11/2022
Em meados de 2010 se inicia a Quarta Revolução Industrial, a qual visa trazer inúmeras oportunidades para a agregação de valor aos clientes e o aumento de produtividade dos novos processos tecnológicos. De forma análoga à atualidade, a “uberização” do trabalho surge em meio à esse processo de inovação e vem crescendo cada vez mais ao longo dos últimos anos. Sob esse viés, é necessário analisar a ausência dos direitos trabalhistas dos indivíduos para tal sistema e a liberdade para flexibilizar as jornadas de trabalho.
Em primeira análise, é válido reconhecer que esse panorama supracitado não garante os direitos trabalhistas para os indivíduos, visto que não há uma legislação para assegurar tais garantias aos trabalhadores, o que leva à falta de remuneração por hora extra e as longas jornadas de trabalho. Tal fato é corroborado pelo IBGE, o que afirma que cresceu 29,2% de 2017 para 2018 o número de pessoas trabalhando terceirizadas sem carteira de trabalho assinadas. Dessa forma, a “uberização” do trabalho não garante os direitos trabalhistas das pessoas.
Outrossim, é importante ressaltar que os trabalhadores tem a liberdade de flexibilizar os horários de trabalho, uma vez que o empregado é o seu próprio chefe, o que possibilita o desenvolvimento de tarefas em horários mais adequados para o planejamento do dia a dia. Inclusive, o Filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, afirma que: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”, o que entende-se que com a flexibilidade do horário, o indivíduo consegue cuidar da sua saúde.
Portanto, o crescimento da “uberização” do trabalho culmina em resultados positivos e negativos na sociedade atual. Logo, o Ministério do Trabalho e Previdência deve criar leis que garantem os direitos trabalhistas aos trabalhadores desse setor do mercado, além da Mídia fazer campanhas publicitárias alegando as melhorias das condições de trabalho para tais indivíduos, isso, através da redistribuição de verbas governamentais para essas propostas serem realizadas.