A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 12/11/2022

De acordo com a Constituição federal, todos têm o direito a condições justas e fa-voráveis de trabalho. No entanto, na hodiernidade, isso não se verifica, visto que os muitos trabalhadores não contam com os direitos trabalhistas mais básicos. Tal situação tem como causa a ineficiência de leis e priorização do lucro. Logo, faz-se necessária uma discussão acerca da uberização do trabalho na era da tecnologia.

Nesse cenário, em primeira análise, nota-se que a ineficiência de leis está presen-te no problema. Segundo Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social, porém essa responsabilidade não vem sendo aplicada no que concerne aos trabalhadores de aplicativos. Uma vez que, esses indivíduos não usufruem de direi-tos, como o seguro desemprego e a assistência social, necessários para que um cidadão se mantenha dentro da coletividade. Sob esse viés é válido ressaltar que as empresas como a Uber e o IFood não consideram os usuários que atuam na plata-forma, como funcionários, e, como não há leis específicas para esses casos, existe uma dificuldade em responsabilizá-los pelas condições de trabalho em se encon-tram esses colaboradores. Dessa forma, fomentando esse impasse.

Ademais, outro fator influenciável é a priorização do lucro. Conforme Jane Austen, “metade do mundo não consegue compreender os prazeres da outra metade”. Sob essa perspectiva, é evidente que as grandes companhias não se preocupam com a condição de trabalho dos seus funcionários prezando somente pelo rendimento que aquele indivíduo pode trazer, aproveitando-se da vulnerabilidade em que se encontram esses trabalhadores. Assim, prejudicando a saúde e a integridade do empregado. Destarte, é indispensável que esse cenário seja modificado.

Portanto, é necessário medidas capazes de mitigar essa problemática. Posto isso, cabe ao governo federal, instância de maior poder administrativo, em conjunto com o poder legislativo, por meio de pesquisas feitas pelo território nacional, adaptar melhor as leis trabalhistas, formalizando os trabalhadores de recursos virtuais, para que essa população possa desfrutar dos seus direitos corretamente. Espera-se que, dessa forma, os cidadãos brasileiros possam trabalhar com condições melhores sem prejudicar a saúde e assim diminuindo os efeitos da uberização do trabalho na era da tecnologia.