A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 20/06/2023
Atualmente, vivenciamos a era do avanço da internet e do crescimento exponencial de multinacionais no ramo tacnológico. Isso impactou no aumento da acumulação de riquezas da “classe alta”. Em contraste, tal fato causou aumento do desemprego das classes menos favorecidas economicamente, o que gerou, como consequência, o aumento da desigualdade social no Brasil.
Nesse contexto, a flexibilização do processo produtivo tem gerado um au-mento de pessoas na informalidade, que recorrem aos aplicativos que prometem retorno financeiro por horas trabalhadas, porém sem vínculo empregatício. É o que os estudiosos na área chamam de “Uberização”: uma forma laboral que se apre-senta, em teoria, como flexível. Contudo, este modelo oferece baixa remuneração e direitos trabalhistas precários.
Somado a isso, conter a desigualdade social em um cenário capitalista é um desafio. Com o aumento da informalidade e as perdas dos direitos trabalhistas, observa-se o avanço do “ciclo da pobreza”. Isso gera redução da arrecadação de imposto, impactando negativamente distintos âmbitos, como: educação, saúde e segurança da população. Assim, este indivíduo tem acesso à serviços precários, não tem suporte para capacitação e, consequentemente, não encontra trabalho formal, restando a informalidade ou meios ilícitos para prover seu sustento.
Porto isso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com o Ministério do Trabalho amplia o acesso à programas de redis-tribuição de renda - como o Bolsa Família - e capacitar a população mais afetada, por meio da oferta de cursos profissionalizantes. Essa ação tem o objetivo de pre-pará-los para o mercado formal. Para isso, é necessário que haja oferta de turmas em áreas diversas e em horários alternativos ao do trabalho informal. Dessa forma, iremos minimizar os efeitos da “uberização” na sociedade brasileira.