A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 08/09/2023
No Brasil, vive-se a ‘‘Quarta Revolução Industrial’’, marcada pela integração da tecnologia no cotidiano dos cidadãos. Nesse contexto, a ‘‘uberização do trabalho’’, ou seja, os serviços prestados - de modo informal - nos meios digitais aumentaram exponencialmente. Essa realidade nefasta apresenta consequências sérias, visíveis socialmente, as quais precisam ser minimizadas por meio de novas medidas. Logo, vale ressaltar que a informalização do trabalho e a negligência dos órgãos competentes atuam como agentes consolidantes dessa conjuntura.
Diante do cenário tecnológico em que o desemprego só cresce, muitos, devido à ausência de melhores oportunidades laborais, aceitam trabalhar informalmente nos aplicativos digitais. Assim, o problema social se configura no fato de que, apesar da suposta liberdade na escolha de carga horária e de flexibilidade, a precarização é ainda mais prejudicial. À exemplo das consequências disso, tem-se relatos no documentário ‘‘GIG - A uberização do trabalho’’ de falta de segurança na remuneração e de direitos trabalhistas básicos como assistência em caso de acidente. Desse modo, a informalidade do emprego traz riscos aos indivíduos.
Além disso, a negligência do aparelho estatal é outro elemento que obstaculiza a valorização dos trabalhadores nos veículos digitais, visto que, se nada for feito, essas consequências degradantes continuarão a existir. Segundo o ex-chanceler alemão Bismark, medidas são o meio de ideias se tornarem realidade, cabendo aos governantes a função de garantir os direitos trabalhistas - assegurados na Consolidação dos Direitos do Trabalho (CLT) - aos brasileiros. Logo, os agentes públicos precisam agir rápido em favor dos trabalhadores da nação.
Portanto, o Ministério do Trabalho deve apresentar uma nova abordagem na regulamentação dessa modalidade laboral, por meio da incrementação de novas leis na CLT, as quais, em detalhe, valorizem a vida e os serviços da classe trabalhadora, garantindo todos seus direitos. Essa ação se dará a fim de impedir a continuidade das consequências maléficas da crescente ‘‘uberização’’ no território nacional. Somente desse jeito será possível integrar plenamente a tecnologia e as necessidades da humanidade.