A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 02/09/2025
A indígena Madalena Caramuru, considerada a primeira mulher alfabetizada no Brasil, usou de seu conhecimento para pedir ajuda aos bispos em nome das crianças negras escravas. A partir disso, fica evidente que a história originária brasileira está diretamente ligada com a africana, porém, esse tópico sofre uma invisibilização dentro da grade curricular do país graças ao racismo estrutural juntamente com o desinteresse político perante ao assunto. Logo, faz-se necessária a exposição desse dilema.
Em primeiro plano, é crucial pontuar que o racismo estrutural é um agravante da contrariedade. Diante disso, a música “Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro” do grupo Rappa, expõe que o racismo antes visto durante os tempos de escravidão, continuam em nossa sociedade, mas de uma forma mascarada. Dito isso, fica claro que mesmo com o passar dos anos, a cultura afro-brasileira não está sendo devidamente valorizada dentro das instituições educacionais em função do preconceito enraizado na comunidade.
Ademais, pode-se ressaltar que a abstenção política perante o assunto reforça sua permanência. A partir disso, o arcebispo Desmond Tutu afirma que ao ficar neutro durante situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor. Seguindo o raciocínio, o Estado brasileiro ao não criar formas de exaltação da história africana no Brasil dentro das escolas, está sendo conivente com o apagamento dessa importante parcela identitária da pátria verde e amarela.
Portanto, torna-se primordial mitigar as causas referentes à permanência do assunto na sociedade. Para isso, cabe ao Ministério Público, por meio do Ministério da Educação, adicionar no currículo escolar obrigatório uma feira cultural no mês de novembro como uma forma de evidenciar o dia da consciência negra, com esse projeto os alunos devem estudar sobre figuras negras importantes que fazem parte da história brasileira, além disso, deve-se abrir a escola e apresentar tal projeto para a comunidade como uma forma de passar a mensagem para frente. Apenas assim, as pessoas serão educadas e a cultura afro-brasileira será valorizada.