A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar

Enviada em 13/09/2025

O filósofo polonês Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim a forma que reagimos a elas”. Dessa forma, mediante o pensamento do filósofo, compreende-se que, com os meios eficazes, a sociedade brasileira pode superar os desafios relacionados a valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar, que são responsáveis por configurar um cenário preocupante relacionado a preservação da cultura no país. Logo, é essencial intervir nas causas do problema: negligência estatal e a invisibilidade midiática.

A princípio, é fulcral pontuar que a falibilidade do Estado é um entrave no que tange aos obstáculos para a valorização da cultura africana no currículo escolar brasileiro. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim é função social do Estado, gerenciar as questões relacionadas ao bem-estar e aos direitos da coletividade. Entretanto, devido à falta de atuação das autoridades, contribui para a perpetuação das barreiras da valorização afro-brasileira no currículo escolar, o que implica no que tange a importância do conhecimento sobre a história e cultura do povo brasileiro aos futuros estudantes. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.

Em segunda análise, urge salientar a omissão midiática como impulsionadora dos obstáculos para a valorização da cultura africana na grade curricular. Consoante a pensadora brasileira Djamila Ribeiro, o primeiro passo para solucionar uma questão e retirá-la da invisibilidade. Contudo, há uma inabilidade no debate sobre a importância da cultura afro-brasileira para a compreensão da origem cultural aos estudantes, uma vez que pouco se fala sobre a importância da permanência da matéria africanidade no Brasil.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, ações devem ser formuladas para mitigar tal impróprio. Com isso o Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento da educação no país, deve propagar políticas efetivas para a implantação fixa da matéria africanidade na grade curricular, e que por meio das mídias possam conscientizar o maior número de contingentes possíveis, com a finalidade de garantir a valorização da cultura africana nas escolas brasileira.