A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 04/09/2025
O livro, “Casagrande e senzala” apresenta a ideia de que, durante o período colonial, as diferençãs eram vistas com repulsa. Ao transpor para a realidade brasilera, a crítica de Gilberto Freyre é visível na atualidade, uma vez que consequências dessa parte da história são fortemente enraizadas na sociedade, a exemplo, da dificuldade em valorizar a cultura afro-brasileira no currículo escolar. Nessa perspectiva, é fundamental entender o que motiva a tal problemática e o reflexo desse impasse para a população.
Diante desse cenário, nota-se que estereótipos e padrões formulados pela sociedade influenciam a disseminação de barreiras para valorização dos legados africanos. De fato, não há como hesitar: alguns indivíduos dificultam esse processo por assumir o pensamento atrasado de que, por se tratar de descendentes de escravos -pessoas apagadas na sociedade na época da escravatura- devem se mater apagados, isto é, a ideia retardada de um pensamento enraizado responsável por gerar a falta de valor de uma cultura devidamente importante. Em “A negra”, Tarsila do Amaral demonstra claramente o qual era o papel dessa figura na sociedade, uma pessoa triste e que vivia para suprir as necessidades dos seus superiores. Assim, percebe-se que, em épocas diferentes estruturas semelhantes são visíveis no país, ou seja, o padrão social criado perpetua entre os indivíduos.
Por conseguinte, é perceptível que esse pensamento contribui para que as escolas não foquem no ensino da cultura afro-brasileira, e, com isso, questões, raciais, étnicas e culturais são afetadas. Ademais, o fato de existir lacunas educacionais que são causadas pelo academicismo (conceito estruturado por Paulo Freire em “Pedagogia do Oprimido”) contribui para que crianças, jovens e até mesmo adultos não reconheçam o papel da cultura afro para a formação brasileira. Tal acontecimento, gera, um ciclo vicioso, que dificulta a mudança na grade escolar.
Portanto, o Ministério da Educação e Cultura, deve promover a consientização da sociedade, por meio de centros de interação, atravéz de palestras com especialistas, a fim de de iniciar uma era na qual a população assuma seu papel social de respeito. O projeto se chamará “A origem”, e será implantado nas escolas para que essa parte preconceituosa do colonial, seja abandonada no passado.