A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar

Enviada em 08/09/2025

Segundo o jornalista e escritor brasileiro, Laurentino Gomes: “A tecnologia e o conhecimento que permitiram a construção do Brasil e de seus muitos ciclos eram africanos”. Entretanto, a desvalorização da cultura afro-brasileira é motivada por uma formação educacional precária e pelo racismo estrutural. Logo, faz-se necessário averiguar os fatores que favorecem esse quadro.

Nesse viés, conforme o filósofo, Immanuel Kant: “O ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim, a reprodução de preconceitos e discriminações podem ser combatidas através da educação. Porém, mesmo sendo obrigatório o ensino da história e cultura africana nas escolas, a falta de recursos e de profissionais capacitados leva a uma abordagem superficial do tema, delegando aos alunos uma formação educacional deficiente, insuficiente para romper com o preconceitos e estigmas. Portanto, o governo brasileiro, deve investir, urgentemente, na capacitação de professores.

Cabe analisar, ainda, o racismo estrutural como outra peça-chave desse problema. Nesse sentido, influências africanas na cultura brasileira estão em constante ameaça, devido a tentativa de apagamento cultural provocado pelo racismo estrutural. Por exemplo, quase nenhum restaurante de alta gastronomia serve pratos como feijoada ou vatapá, pratos de origem africana e típicos em todo o Brasil. Além disso, deuses de religiões de matrizes africanas tornaram-se demônios em algumas vertentes do cristianismo - o que fomenta a intolerância religiosa. Dessa forma, o Estado deve promover formas de combater o racismo estrutural e impedir o apagamento da cultura afro-brasileira.

Diante do exposto, nota-se a necessidade da valorização da cultura afro-brasileira e sua inserção no currículo escolar. Por isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento educacional da população, deve promover a capacitação de professores, por meio de cursos sobre cultura afro-brasileira e disponibilizar mais recursos, a fim de promover uma educação capaz de romper com preconceitos. Ainda, o Ministério da Cultura deve criar uma comissão responsável por combater o racismo estrutural e divulgar a cultura afro. Espera-se, com isso, valorizar a cultura e identidade brasileira.