A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 15/09/2025
O ambiente escolar é um dos meios mais importantes para a consolidação da continuidade de um povo. No Brasil e afora, a educação age como formadora e disseminadora da cultura e da história local. Em um país que já foi colonizado, a valorização da cultura afro-brasileira nas escolas atua diretamente na diminuição do racismo e na construção de um Estado equalitário. Ao ignorar sua colaboração, abrimos espaço para preconceitos e alienações.
Primeiramente, ve-sê uma populaçãp que, por precariedade educacional, não tem acesso a totalidade histórica do país. Essas pessoas então tratam com descaso a gama de conhecimento vinda dos que eram escravizados. O jornal G1 noticia esses preconceitos como o que ocorreu em São Paulo em 2022, no qual a estátua de Madrinha Eunice, sambista negra, foi coberto por um palco da prefeitura. O gesto mostra como o Brasil enxerga a herança africana que, apesar de ser crucial para o país, sofre apagamento constante.
Nesse viés, ao observar como as lacunas educacionais modificam a concepção social do que é válido culturalmente, se torna necessário compreender como a valorização da cultura afro-brasileira agrega nacionalmente. Ao expor e analizar a história, também se instiga a busca por reconexão com os saberes perdidos ou silênciados. Artes como a capoeira, o samba e outros são exemplos da pluralidade brasileira e da resistência negra, mas são poucos formatos de expressão que perduraram.
Portanto, entende-se que a cultura afro-brasileira é crucial para o entendimento do Brasil como um país racialmente justo. Por isso, é dever do Ministério da Educação, órgão responsável pela formação acadêmida nacional, viabilizar ferramentas que colaborem com sua valorização em escolas. Por meio de melhores materiais e de uma fiscalização mais atenta, espera-se uma mudança na visão geral da população em relação à suas raízes africanas e sua importância na formação do Brasil.