A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 22/10/2025
O artigo 205 da Constituição garante a educação como direito de todos e dever do Estado, porém a realidade mostra a carências estruturais que se acentuam quando o foco é a comunidade afro-brasileira, com pouca ou nada representatividade no currículo escolar. Nesse modo, a invisibilidade e a omissão estatal são desafios que perpetuam o descaso sofrido por essa cultura no Brasil. Logo, faz-se imperiosa a tomada de medidas que resolvam esse contexto de emergência generalizada.
Diante desse cenário, é necessário entender a dinâmica escolar brasileira e a desvalorização que torna invisível a herança africana. Para fundamentar essa ideia, o filósofo brasileiro Ailton Krenak afirma que no Brasil existem dois grupos – a humanidade, formada pela elite branca, e a subumanidade, a qual seus direitos e história são apagados e é constituída pelas populações marginalizadas socialmente, como os povos afro-brasileiros. Por conseguinte, entende-se que a desvalorização da cultura africana nos currículos escolares é uma extensão do panorama de desigualdade social que favorece a manutenção dessas pessoas no grupo de subumanidade.
Ademais, vale ressaltar de que maneira a negligência do estado em pôr de forma satisfatória a cultura africana no repertorio escolar fomenta a marginalização de tal. A partir disso, o sociólogo Zygmunt Baumann utiliza o termo “Instituição Zumbi” para simbolizar as entidades que não cumprem seu papel previamente estabelecido. Segundo o raciocínio, é possível compreender o Poder Executivo como um exemplo da ideia do expoente da sociologia, uma vez que sua função de garantir educação de forma igualitária a todos não está sendo cumprida.
Portanto, torna-se primordial mitigar os desafios para a inclusão da cultura e história afrobrasileira nas escolas. Dessa forma, o Ministério da educação, enquanto responsável por adequar o currículo escolar do nosso país, deve reformular a grade escolar adicionando fatos históricos, sociais e econômicos dos impactos da cultura afro-brasileira. Essa medida deve incluir escolas públicas e particulares e serem obrigatórias em todo território brasileiros. A fim de garantir que os desafios encontrados para resolver a problemática.