A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 02/05/2026
Embora a escravatura tenha sido abolida no ano de 1888 pela Princesa Isabel, através da Lei Áurea, a população negra não foi totalmente beneficiada na época e então a desigualdade e preconceito racial ainda se mantém nos dias de hoje. Nesse contexto, a cultura afro-brasileira deve ser valorizada em conteúdos escolares para a importância da formação cidadã dos estudantes, já que é insuficiente nos dias de hoje com várias pessoas negras morrendo e recebendo menor visibilidade midiática, o que reforça a invisibilização dessa parcela da população. Primeiramente, a escola é essencial para a fundamentação da criança e do adolescente para a vida, como afirma Paulo Freire “A educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.” Dessa forma, ao não abordar adequadamente a cultura afro-brasileira no currículo escolar, o sistema educacional contribui para a manutenção de visões estereotipadas e para o apagamento histórico da população negra.
Ademais, apesar da obrigatoriedade prevista na Lei 10.639/03, sua aplicação ainda é limitada. Nesse contexto, observa-se a persistência da intolerância religiosa contra manifestações de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, frequentemente associadas de forma preconceituosa a elementos negativos. Tal cenário evidencia a necessidade de maior conscientização social.
Portanto, deve haver a ampliação da valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar. Para isso, o Ministério da Educação deve promover a formação continuada de professores, por meio de cursos e capacitações, a fim de garantir a abordagem adequada da temática nas escolas. Além de que é fundamental haver projetos pedagógicos que integrem a cultura e a história de forma interdisciplinar, auxiliando para a formação cidadã, consciente, inclusiva e igualitária.