A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar

Enviada em 04/05/2026

Nas escolas, a valorização da cultura afro brasileira é essencial pra construção de uma identidade nacional. Desde a colonização e a chegada forçada de povos africanos no Brasil, os mesmos contribuíram muito na cultura do nosso país, tanto em questão de músicas, religião, vocabulário, culinária etc, diante disso veio a criação de uma lei que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira, que sofre impecilhos na sua implementação, logo, A persistência de um ensino eurocêntrico e do racismo estrutural, dificultam a valorização da herança cultural afro-brasileira nas escolas.

Os conteúdos e contextos em que os povos negros geralmente são retratados em livros escolares e em outros sites de estudo etc, são sempre relacionados a escravidão, invisibilizando a tecnologia, cultura, ciência e toda herança deixada pelos povos africanos que constituem o território nacional. Na canção “corra” do rapper Djonga o apagamento dessa herança africana é citado, a realidade brasileira ainda lida com problemas, visto que as escolas não estão compartilhando todo conhecimento que essa cultura pode nos oferecer. Nesse sentido, a falta de oportunidades igualitárias e a negligência governamental são entraves que perpetuam a irresolução do óbice. A mesma desvalorização gera uma coletividade com consciência crítica limitada sobre o racismo devido à falta de preparo dos educadores e a resistência temática nas escolas, muitas vezes fruto de preconceito disfarçado.

O MEC, é o agente que mais pode ajudar a resolver esse empecilho, criando parcerias com secretarias municipais e estaduais, além de professores que podem oferecer propostas de implementação de materiais didáticos afrorreferenciados, promover palestras com especialistas, festivais culturais e parcerias pra levar representantes de comunidades tradicionais até as escolas, Desse modo podendo desconstruir esteriótipos e promover uma educação antirracista.