A valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar
Enviada em 04/05/2026
O Brasil ainda deixa marcas de seu passado escravocrata, que foi um momento o qual as pessoas escravizadas não podiam manifestar sua cultura.
Mesmo com o avanço da luta contra o racismo, os conteúdos ligados à contribuições afro-brasileiras no currículo escolar ainda não são suficientes, então a valorização dessa cultura não acontece muito. Nessa ocasião, a realidade é decorrente tanto da permanência de mentalidades antigas, quanto da forte influência do eurocentrismo.
Sobre isso, é notável que a marginalização das expressões culturais negras persistiu mesmo depois da abolição da escravidão. Um exemplo disso é a Lei da Vadiagem, durante a Primeira República. Essa exclusão se reflete bastante no ambiente escolar, onde a história da população negra costuma ser abordada principalmente a partir de revoltas que não deram certo. Ao mesmo tempo, a conquista da abolição é frequentemente atribuída à influência externa. Desse jeito, o ensino histórico acaba minimizando o protagonismo e a resistência do povo negro, tornando necessária uma revisão que valorize a perspectiva dos oprimidos.
Além disso, autores europeus continuam sendo amplamente estudados por sua relevância na formação da literatura brasileira, mesmo não representando a diversidade das origens da população do país. Nesse sentido, o ensino médio mantém uma orientação que prioriza as produções europeias e que negligência obras africanas. Essa escolha contribui para o apagamento de uma parcela significativa das heranças culturais presentes na sociedade brasileira.
Portanto, para promover a valorização da cultura afro-brasileira no currículo escolar, é importante acabar com práticas que a invizibilizem e com a predominância de uma visão eurocêntrica nas disciplinas de humanas. Para isso, a base da educação deve incluir conteúdos como a literatura africanas tradicional, para destacar o conhecimento ancestral, bem como movimentos de resistência da população negra, evidenciando suas conquistas. Também é importante investir na formação e lapidação de professores para ensinarem tudo isso corretamente e com justiça.