A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/08/2019
Todos os dias, mulheres no mundo todo enfrentam obstáculos pelo simples fato de serem mulheres. No esporte não é diferente. Desde de muito tempo se ouve falar que “esporte não é coisa de mulher”, essa inserção de pensamentos é passada de geração em geração de pessoas conservadoras onde vêem o esporte como uma forma de masculinizar as moças. Ainda mais esse pensamento tem origem da Grécia, quando começou os jogos olímpicos (séc VIII a.C), na época as damas não podiam participar e nem mesmo assistirem, por ser considerado uma prática somente masculina.
No Brasil existe um preconceito muito grande com relação a igualdade de gêneros, principalmente nos esportes. Visto que, desde a infância somos influenciados a imitar a realidade ao brincar, tendo diferenciação entre brinquedos de meninos (bola, carinhos, aviões) e de meninas (boneca, cozinha, casinha). Assim se funde um pensamento de que garotas não podem brincar de carinho e nem garotos de boneca. O meso acontece com os esportes, onde “futebol é coisa de homem” e “ginastica coisa de mulher”. Homens que praticam esportes ditos femininos enfrentam piadas com significados pejorativo. Ademais já as mulheres além das “piadas” também existe o assedio, como é o caso da lutadora de MMA Bethe Correia que revelou em uma entrevista a catraca livre que sofre assédios diariamente de pessoas desconhecidas em suas redes sociais. Isso se deve por conta do conjunto de meios de comunicação sobre o esporte feminino. Por certo vemos que o destaque das mulheres na mídia esportiva é geralmente por seus atributos físicos e não pelos seus feitos no esporte. Um bom exemplo, seria a jogadora Brasileira Marta que passou do rei Pelé em números de gols, mesmo assim não obteve visibilidade, patrocínio e nem apoio, pois todos os holofotes se concentravam no atleta Neymar.
Certamente o esporte feminino tem um poder muito grande, pois ele mostra a lutas das mulheres para vencer o preconceito e alcançar a igualdade de gênero, assim como também dá esperanças a crianças e jovens alcançarem seus objetivos, independente dos seus sonho no esporte serem considerado uma prática masculina ou feminina.
Em suma, uma solução seria a transformação do pensamento social. A secretaria da educação terá que oferecer palestras para pais e alunos sobre a divisão de gênero e preconceito acima dos esportes existe no Brasil, assim incentivando as crianças e jovens a praticarem o exercício que desejarem independente do seu sexo. Demais a prefeitura de cada cidade deverá criar centros esportivos para crianças carentes, assim incentivado a inserção das meninas no esporte e minimizando seu preconceito.