A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/10/2019
Mesmo em raízes patriarcais as mulheres brasileiras a partir do século XX começaram a se destacar em posições na sociedade, ditas como de “homem”. Da mesma forma, esse fator obteve destaque no esporte todavia, ainda existe uma batalha pelo reconhecimento igualitário em que todos considerarão, a participação delas, uma unanimidade e não algo novo. Por conseguinte, a falta de prioridade em investimentos e a pouca visibilidade midiática, torna esse problema em evidência no Brasil e no mundo.
Sob esse prisma, é importante destacar que mesmo com a existência de profissionais desportistas femininos, o dinheiro que é injetado em suas modalidades é incomparável em relação aos masculinos. Haja vista que, a ação de investidores nunca teve olhos para as mulheres, desprezando-as, no entanto, protesto contra a continuidade desses casos são feitos. Prova disso, foi a melhor jogadora do mundo de 2018, a brasileira Marta, que participou da Copa do Mundo de 2019 sem patrocinadores em seu material, pois nenhum deles queria oferecer os mesmo valores dados a um homem em seu mesmo posto. Nesse sentido, é nítida a existência de privilégios dentre os dois gêneros, e não torna-se diferente a disparidade de investimentos nas modalidades masculinizadas como o futebol.
Além disso, é fácil perceber que as atletas femininas só costumam aparecer nas mídias em eventos de repercussão mundial. Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. Entretanto, mesmo que o Brasil siga essa diretriz política, o esporte está longe de ser igualitário, já que a visibilidade e o foco dos holofotes estão praticamente todos voltados a eles. Dessa forma, a continuidade de uma marginalização das mulheres no aspecto esportivo é claro, e está longe de se tornar o contrário, sendo o esperado por todas aquelas desportistas.
Portanto, fica claro a dificuldade de tornar a prática esportiva um aspecto acessível a todos da mesma maneira. Por isso, cabe ao Conselho Nacional do Esporte incentivar essa prática pelas mulheres, seja uma modalidade dita masculina ou não, por meio de medidas como programas governamentais e propagandas, a fim de despertar o espírito desportivo que há dentro delas. Desse modo, a quantidade de pessoas em busca dos direitos de igualdade entre os gêneros terá uma crescente em número e, consequentemente, de maior intensidade da voz delas.