A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/08/2019

Sexo fragil

Na Grécia Antiga, as mulheres eram consideradas o sexo frágil, sem capacidade para representar várias atividades, inclusive o esporte; no qual, era destinado somente aos homens, o sexo forte. Atualmente, após séculos  essa cultura de submissão no meio esportivo, persiste.  Para isso, é preciso urgentemente de uma mudança, a fim de ultrapassar esse preconceito cultural  e garantir ao gênero feminino um direito igualitário.

Primeiramente, é nítido que o Brasil é um país patriarcal, ou seja, há uma carga cultural, de que os homens são mais capacitados a exercerem cargos de liderança; semelhante ao futebol,  por exemplo,  à jogadora brasileira Marta, que é considerada a maior artilheira da história das copas do mundo, segundo a FIFA (Federação Internacional de Futebol), é menos reconhecida no país do que Pelé, ou qualquer outro jogador masculino. Dessa forma, mostra o costume masculinizado do esporte brasileiro, sem capacidade de reconhecer títulos e valores das grandes campeãs mundiais.

Além disso, apenas em 1979, no final da ditadura, que as mulheres receberam o direito de jogar futebol; igualmente em outros esportes, como vôlei, handebol ou capoeira, em que a inserção foi tardia. Desse modo, percebe-se que não há incentivo para inclusão feminina no meio esportivo; desde a infância, no qual a maioria dos professores de educação física são homens; e até mesmo, ao governo e  a mídia, que raramente patrocinam e transmitem campeonatos femininos.

Portanto, medidas são necessárias para garantir igualdade nesse meio. É preciso, a partir do Conselho Nacional do Esporte, órgão responsável pelo desenvolvimento esportista do Brasil, desenvolver um programa que torne obrigatório uma porcentagem de mulheres em campeonatos nacionais e regionais, para que haja mais visibilidade, e consequentemente incentive as novas atletas. Também se faz útil, a partir das escolas, priorizar a educação física como qualquer outra matéria na grade curricular, para que desde a infância, fique compreensível o valor cultural e social que o esporte desempenha. E assim, a cultura de sexo frágil, fique estagnado na historia.