A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/08/2019
Para Martin Luther King - grande líder do movimento civil dos negros - “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar”. De maneira análoga a desvalorização do esporte feminino no Brasil, mesmo após teóricos avanços constitucionais, a conjuntura de iniquidade permanece e acaba, infelizmente, refletindo na sociedade hodierna. Nesse contexto, não há dúvidas de que a igualdade de gênero nos esportes é um desafio no Brasil, o qual ocorre devido não só a negligência governamental, mas também à falta de empoderamento social.
Advém ressaltar, a princípio, a ilegitimidade dos órgãos governamentais mediante a adoção de política de contenção ao bem-estar das mulheres na prática esportiva, uma vez que as mesmas passam por diversas barreiras de preconceito diariamente. Sob esse viés, é cabível relacionar essa realidade a perspectiva de Carlos Drummond de Andrade. Com seu poema “No Meio do Caminho” são mencionadas repetidamente pedras no decorrer dos versos, as quais podem ser classificadas como obstáculos que impedem a concretização de avanços na sociedade. Em contraste com o poema, inaceitavelmente, o descaso público-administrativo, representa um grande empecilho à igualdade de gênero, uma vez que o Poder Legislativo negligência a elaboração, com base em princípios constitucionais, de autarquias destinadas a punição dos que ferem, de quaisquer formas, a igualdade de gênero no âmbito esportista e fora dele.
Outrossim, a falta de ações sociais coletivas, que, infelizmente, acaba não dando voz a população, está entre as principais causas do problema. De acordo com o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade, Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a união da população seria de extrema importância para que a sociedade passasse a reivindicar o direito da mulher de ser totalmente livre para fazer todas as suas escolhas sem ter preocupação com julgamento ou preconceito. Assim, uma mudança nos paradigmas sociais é fundamental para transpor as barreiras da falta de apoio à sociedade feminina.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas - o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas - abertas a toda população - ministradas por campeãs olímpicas e por psicólogos especializadas nos direitos das mulheres - a respeito da cultura do esporte feminino e da importância do mesmo na sociedade brasileira - uma vez que, ações sociais coletivas têm imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral, por conseguinte - conscientizem-se. Com isso, a população brasileira vencerá o preconceito.