A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 13/09/2019
Segundo o sociólogo Pierre Boourdieu em sua teoria sobre o “habitus” a sociedade incorpora estruturas que são impostas a sua realidade. De maneira análoga, percebe-se que a desvalorização do esporte feminino no Brasil persiste de imposições passadas. Nesse contexto, deve-se analisar como a herança cultural e a falta de incentivo influenciam na problemática em questão.
A herança cultural é a principal responsável pela falta de valorização do esporte feminino. Isso decorre porque, de acordo com a socióloga Nathália Zie, a mulher era destinada somente ao espaço privado e aos poucos estão alcançando espaços públicos, mas, por causa do patriarcalismo, não são levadas a sério em atividades desportivas. Em decorrência dessa fragilidade, mulheres sofrem ao praticarem esportes ditos como “masculinos”.
Além disso, nota-se que o incentivo é muito baixo. O salário é desproporcional, a população não dá visibilidade e o governo não propaga proporcionalmente nos espaços desportivos. Por consequência desses atos, de acordo com o jornal O Globo, Marta que já foi melhor do mundo 6 vezes ganha menos de 1% do que Neymar, principal jogador masculino.
Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em razão disso, O Ministério do Esporte deve propagar uma campanha nacional de valorização do esporte feminino através de propagandas na TV, mostrando a beleza e felicidade nas modalidade femininas com estádios e quadras de esporte cheios. Ademais, as Secretárias Municipais de Educação devem realizar palestras em todas as escolas dos municípios, para que, desde pequenos os meninos respeitem e incentivem as meninas, mostrando o quanto a herança cultural prejudicou o esporte feminino. Assim, a valorização do esporte feminino vai acontecer em larga escala.