A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 10/09/2019
Em 1941, o governo de Getúlio Vargas proibiu a ‘‘prática de esportes incompatíveis com a natureza feminina’’, baseado em argumentos supostamente científicos. Pelo contrário, nos dias atuais, todos os clubes brasileiros da série A do campeonato nacional são obrigados a ter um time feminino e uma base que disputem ao menos um campeonato oficial, uma clara medida para incentivar o esporte feminino no país. Em suma, o esporte é indispensável para a saúde física e mental, logo, para o bem estar da sociedade, porém ainda há algumas dificuldades.
Primeiramente, é notório ressaltar a importância da atividade física qualidade da saúde mental. Segundo, uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que o exercício físico estimula a produção de neurotransmissores críticos que ajudam no controle a depressão. Visto isso, o estímulo à prática esportiva feminina é essencial para a manutenção da qualidade da vida, já que muitas sofrem de depressão, ansiedade, entre outras coisas, e o esporte acaba sendo uma saída.
Em segundo lugar, ainda há uma grande diferença no financiamento entre homens e mulheres no esporte, principalmente, nas premiações. Um exemplo disso, foi na Copa do Mundo de futebol onde a desigualdade foi de um bilhão e meio de reais nas premiações. Essa diferença fica ainda pior quando se compara o jogador masculino mais bem pago do mundo, com todas as jogadoras do campeonato brasileiro, conforme divulgado pela revista Forbes, o melhor jogador do mundo recebe dez vezes mais do que elas. Evidencia-se que medidas são necessários para amenizar essa diferença, a qual culmina numa rudimentar profissionalização do esporte feminino.
Portanto, é imprescindível que ocorra uma maior valorização do esporte feminino no Brasil. Desse modo, é necessário que a população incentive empresas privadas a patrocinar modalidades femininas e a também transmitir os jogos na televisão, por meio, principalmente, da audiência, se mobilizando nas redes sociais para irem aos estádios, ou assistirem os jogos por outras maneiras, com isso trazer-se-ia mais patrocínio e a consequente maior profissionalização do esporte feminino. Dessa forma, poder-se-ia transformar o Brasil no país do esporte feminino.