A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 12/09/2019
Na chuteira da jogadora Marta -camisa 10 da seleção brasileira feminina e eleita a melhor jogadora do mundo pela sexta vez, no ano de 2018- no lugar de uma logomarca famosa de patrocínio, possui apenas uma frase: “Go Equal”, simbolo do movimento que luta pela equidade de gênero. Ao refletir sobre o assunto, torna-se relevante dizer que as causas para a desvalorização do esporte feminino no Brasil estão relacionadas as raízes machistas e da falta de visibilidade.
Em primeira análise, sabe-se que o machismo é um problema presente na estrutura da sociedade desde os primórdios até os dias de hoje, que se aplica também na esfera esportiva. Assim, tem-se como exemplo a disparidade salarial, que segundo o jornal digital “Vejasp’’, o jogador brasileiro Neymar Jr possui uma comissão cerca de 269 vezes maior que a da jogadora Marta, por acreditarem que ele é muito melhor que ela, mostrando quão solidas são as raízes do preconceito sexista.
Contudo, 2019 foi um ano de conquista para elas, onde houve a primeira cobertura de uma copa do Mundo feminina, que aconteceu na França. Todavia, os esportes praticados por elas ainda possui pouca visibilidade, dificultando ainda mais a valorização e a igualdade tão defendida pela camisa 10 do brasil.
Logo, com o intuito de mitigar a problemática, são necessárias algumas medidas. Para tanto, as empresas devem contribuir para a valorização dos esportes femininos, através da equipolência salarial -levando em consideração o talento do jogador e não seu gênero, com o objetivo de diminuir a imagem de que mulheres não são tão boas quanto os homens e por isso merecem salários mais baixos. Soma-se ainda que a mídia deve dar visualidade, promovendo coberturas de jogos de times do sexo feminino, dando maior reconhecimento a elas.